Doença do Refluxo Gastroesofágico

Doença do Refluxo Gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico é um acometimento fisiológico, que ocorre frequentemente em lactentes, crianças e adultos; entretanto, quando provoca sintomas ou complicações, pode ser considerada como doença do refluxo.

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é definida como sintomas ou complicações resultantes do refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago ou além, em direção à cavidade oral (inclui laringe) ou pulmões. Ela pode ser classificada quanto a presença de sintomas, mas sem erosões ao exame endoscópico – doença não erosiva (NERD – non-erosive disease); ou quando sinais erosivos estão presentes (ERD – erosive disease), com complicações que incluem erosões ou úlceras no esôfago, esôfago de Barrett e adenocarcionoma de esôfago.

Ela é muito frequente, com prevalência de 12-25% da população, com acometimento crescente, principalmente relacionado ao crescimento de obesidade nas populações (obesidade constitui um dos principais fatores de risco da doença). A doença ocorre principalmente em homens (proporção 8:1 mulheres), caucasianos, aumentando prevalência após 50 anos, com definitiva correlação com obesidade. Continuar lendo “Doença do Refluxo Gastroesofágico”

Anúncios

Hepatite A

Hepatite A

O vírus da hepatite A (HAV) é um vírus pertencente à família Picornaviridae, vírus de RNA de fita positiva, não-envelopado, 4 genótipos (humanos) do vírus já foram identificados, entretanto não apresentam grande importância biológica, sendo que todos correspondem ao mesmo sorotipo. O vírus pode persistir no meio ambiente durante várias semanas, sendo que sua inativação se faz por meio do aquecimento (por mais de 85ºC por mais de um minuto), ou pelo uso de produtos alvejantes (cloro).

Após contágio (em geral por via oral), o vírus pode ser encontrado no fígado, local ideal para sua replicação, sendo assim excretado na bile e eliminado nas fezes. O pico de infectividade da doença ocorre cerca de 2 semanas antes do início do período ictérico (ou elevação das enzimas hepáticas), devido à grande concentração do vírus nas fezes. A maioria dos indivíduos torna-se não infectante a partir da primeira semana de doença, entretanto, em formas prolongadas da doença, pode permanecer durante meses. Continuar lendo “Hepatite A”